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Precursor da poesia satírica

O poeta barroco baiano Gregório de Matos Guerra é precursor e expoente da poesia satírica brasileira. Seus poemas contêm críticas corrosivas aos valores e estamentos sociais do Brasil colonial e recorrem às antíteses para retratar as contradições da Salvador do século XVII. O mercantilismo internacional promovia a criação de mercados consumidores de artigos supérfluos eContinuar lendo “Precursor da poesia satírica”

O classicismo latino na poesia árcade (2)

No texto anterior, observou-se a influência do Classicismo greco-latino e do tópico-chave conceitual carpe diem na poesia árcade, mais especificamente na obra do escritor português Manuel Maria Barbosa du Bocage, considerado o grande poeta arcádico da Língua Portuguesa. No Brasil, despontou um núcleo de criação literária em Vila Rica, Minas Gerais, que reuniu alguns poetas, entre osContinuar lendo “O classicismo latino na poesia árcade (2)”

O classicismo latino na poesia árcade (1)

Anteriormente, tratou-se da influência do Classicismo greco-latino, mais especificamente do tópico-chave conceitual carpe diem, do poeta clássico latino Horácio, no Classicismo renascentista e na poesia barroca de Gregório de Matos. Observou-se que o Barroco do século XVII extrapolou um pouco os valores do Classicismo renascentista e se tornou um estilo caracterizado pelo dinamismo da formaContinuar lendo “O classicismo latino na poesia árcade (1)”

O classicismo latino na poesia barroca

No período da Renascença, movimento artístico e científico dos séculos XV e XVI, perseguiu-se a ideia da perfeição formal para a qual foram definidas, como modelos, as produções artísticas e literárias da Antiguidade Clássica. Daí a origem do termo Classicismo para designar a doutrina e o estilo artístico e literário baseados na tradição clássica greco-latina.Continuar lendo “O classicismo latino na poesia barroca”

Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (3)

O artigo sobre os instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente, observados a partir de conceitos propostos pelo teórico estruturalista russo Vladimir Propp, chega ao final com a análise sobre a presença de outros recursos cômicos linguísticos em obras do escritor português: expressões grosseiras, ditados populares e alguns outros elementos. Expressões grosseiras TermosContinuar lendo “Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (3)”

Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (2)

A série prossegue com a análise da presença de outros recursos cômicos linguísticos em obras do dramaturgo português Gil Vicente: a ironia, a eloquência vazia e o jargão. Ironia Vladimir Propp, em sua obra “Comicidade e riso”, também aborda a ironia, a qual corresponde ao uso de palavras com um determinado sentido, mas de formaContinuar lendo “Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (2)”

Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (1)

Segundo Vladimir Propp, “a língua constitui um arsenal muito rico de instrumentos de comicidade e de zombaria”. A linguagem é uma propriedade particular dos seres humanos. Assim, conforme Henri Bérgson, não existe o cômico fora do que é propriamente humano. O riso é produto da consciência sobre o absurdo e a efemeridade da vida humana,Continuar lendo “Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (1)”

Nossa literatura de cordel

Diferentemente dos cordéis portugueses, escritos e lidos por pessoas das camadas médias da população, o cordel nordestino surge, no final do século XIX, como manifestação cultural das classes sociais mais pobres, principais responsáveis por sua produção e disseminação no Brasil. Com suas peculiaridades de reprodução escrita e oral, a literatura de cordel torna-se emblemática naContinuar lendo “Nossa literatura de cordel”

Legados das cantigas trovadorescas portuguesas no cancioneiro popular brasileiro

A lírica trovadoresca surge entre os séculos XI e XIII, com o desenvolvimento de literaturas nacionais. A partir do século XII, tornam-se distintos dois modelos literários específicos na França, os quais se irradiam para outros lugares: no Norte, um modelo baseado em feitos épicos, lutas e códigos de valores da cavalaria, tipificado nas canções deContinuar lendo “Legados das cantigas trovadorescas portuguesas no cancioneiro popular brasileiro”

Língua e preconceito

A Linguística é a ciência que estuda a língua e seus usos. O conhecimento da língua não se restringe às regras padronizadas pela Gramática tradicional. Conforme Mário Perini, as convenções sociais exigem que escrevamos em um padrão de língua (o Português na norma culta socialmente privilegiada), embora falemos, informal e cotidianamente, fora desse padrão. AContinuar lendo “Língua e preconceito”

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