Alice no País das Fake News

Na obra As aventuras de Alice no País das Maravilhas, do escritor inglês Lewis Carroll, há um capítulo intitulado Um chá muito louco, no qual Alice vai à casa da Lebre de Março e a encontra a tomar chá com o Chapeleiro e Arganaz, um rato silvestre. Nessa cena, o tempo está parado, indefinidamente, àsContinuar lendo “Alice no País das Fake News”

Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (2)

Reinações de Narizinho é uma obra recheada de criatividade e bom humor, os quais incentivam o gosto pela leitura no público infantil. A personagem Emília sintetiza bem essas duas características estilísticas na obra, além de representar o próprio processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem infantil. À medida que descobre as palavras, Emília inventa novosContinuar lendo “Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (2)”

Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (1)

Em artigo anterior, foi rememorada a importância do escritor José Bento Renato Monteiro Lobato, considerado precursor e um dos expoentes de nossa literatura infantil. Sua obra-prima, Sítio do Pica-pau Amarelo, encanta gerações de leitoras e leitores e marca o início de uma autêntica produção literária para o público infantojuvenil brasileiro. Independentemente das atuais revisões críticasContinuar lendo “Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (1)”

Bandeira e os sinos

A beleza na simplicidade é uma das principais características do lirismo do poeta pernambucano Manuel Bandeira. Ela pode ser observada, exemplarmente, no poema Os sinos, cujos versos despertam a rica potencialidade sugestiva oferecida por palavras comuns. A pesquisadora e professora Norma Seltzer Goldstein destaca, nesse poema, a utilização da figura de efeito sonoro denominada onomatopeiaContinuar lendo “Bandeira e os sinos”

“Bora” pra Pasárgada

O pernambucano Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, um dos grandes poetas brasileiros, destacou-se pela sua imaginação criadora, caracterizada pelo crítico literário Domício Proença Filho como “capacidade de criar mundos imaginários e de acreditar na realidade dos mesmos”. Em um de seus principais poemas, Vou-me embora pra Pasárgada, Manuel Bandeira cria um reino imaginário aContinuar lendo ““Bora” pra Pasárgada”

O tamanho do poeta

A poesia de Manuel Bandeira, poeta modernista da primeira metade do século XX, tem a subjetividade como traço essencial. De acordo com o crítico literário Domício Proença Filho, é através da subjetividade que o escritor “traz à tona o seu mundo interior, com plena liberdade”. Assim, Bandeira fundamenta seu lirismo como expressão da subjetividade humanaContinuar lendo “O tamanho do poeta”

Aproximações entre Augusto dos Anjos e Cruz e Sousa

No período de transição do século XIX para o século XX, a literatura brasileira sofreu influências dos movimentos de vanguarda da arte moderna europeia. No Brasil, uma classe média emergente assumia valores tipicamente burgueses, entre eles a valorização da intelectualidade. A maioria dos autores seguia essa tendência. Conforme o crítico literário José Guilherme Alves Merquior,Continuar lendo “Aproximações entre Augusto dos Anjos e Cruz e Sousa”

Entre versos e guerras

Na passagem do século XIX ao XX, despontaram, na Europa, movimentos de vanguarda artística e diversificadas estéticas em reação e adaptação às transformações e rupturas de valores que organizavam a sociedade. Avanços científicos e tecnológicos prenunciavam um futuro de evolução e emancipação, mas vivia-se época de exploração humana e ampliação de desigualdades sociais, condições queContinuar lendo “Entre versos e guerras”