Comunicação com “extraterrestres”

Ainda há pessoas que possuem telefones fixos em suas residências e que preferem se comunicar através deles. Há pessoas que tentam não se prender tanto aos telefones móveis e, até mesmo, que não usam celulares. Sei que, cada vez mais, são exceções, que são consideradas meio que “extraterrestres”, mas existem, e eu sou uma delas.

A dica que lhes apresento, para facilitar a comunicação com tais indivíduos, é a de que, ao ligarem para os seus telefones fixos residenciais, aguardem um pouco mais na linha, para que eles possam chegar, calmamente, até o aparelho, sem correria e sem risco de acidentes, como contusões por pancadas em móveis, torções ou fraturas por escorregamentos e quedas.

Eu não corro nem apresso o passo para chegar ao telefone quando ele toca, porque o risco de um acidente não compensa a pressa ou a falta de um pouquinho de paciência de quem está do outro lado da linha. “Ando devagar, porque já tive pressa”. Assim, se alguém liga para meu telefone residencial, para que eu possa atender sua chamada e consigamos nos comunicar, preciso contar com a gentileza dessa pessoa e com esses poucos segundos a mais de sua vida. Não é um absurdo solicitar isso; afinal, é ela que está a ligar e que deseja falar comigo. Parece óbvio, mas é importante lembrar que um telefone fixo não está sempre às mãos ou nos bolsos.

Obrigado pela leitura, e desde já, agradeço por todas as vezes que você aguardar, um pouquinho mais, para ser atendido, quando ligar para um telefone fixo. Principalmente, tenha atenção especial a essa questão quando ligares para alguém idoso e/ou com alguma limitação de movimentos, pois pequenos acidentes domésticos podem causar lesões muito graves e, por vezes, irreparáveis.

DAMASCENO, Elenilto Saldanha. Comunicação com “extraterrestres”. Jornal VS, São Leopoldo, p. 9, 26 dez. 2019.

* A pandemia e o necessário isolamento físico e social vieram a sacramentar, de vez, minha abdução e adaptação aos habitantes deste planeta em estado caótico, ao celular e às novas tecnologias de informação e comunicação. Porém, o telefone fixo permanece presente para estabelecer possíveis contatos com outras vozes alienígenas.

Foto por cottonbro em Pexels.com

Publicado por eleniltosaldanhadamasceno

Sou professor de Língua Portuguesa e de Literatura, jornalista e iniciei, em 2020, minhas atividades como escritor em formação e em ação. Sou mestre em Letras/Estudos de Literatura, especialista em Literatura Brasileira, graduado em Letras e em Jornalismo. Tenho 53 anos, nasci e sempre vivi em São Leopoldo/RS.

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