Um nome para um homem só

Mais de vinte e uma horas na estrada, mas era necessário vir de ônibus. Menos mal que cheguei na hora prevista. Caraca, é muito frio aqui em Porto Alegre. Este jaquetão era o que eu precisava. Ei, deve ser ele. Pontual. Sim, é ele, deu os dois sinais de luz. Vou fazer o gesto combinado.Continuar lendo “Um nome para um homem só”

Quando perdi a cabeça?

Conto finalista Prêmio Off Flip de Literatura 2021 Eis-me aqui, eu, que jejuava, não comia pão nem bebia vinho. Eis-me dentro de um prato de prata, embebida em um molho espesso preparado com ervas aromáticas e meu sangue derramado, rodeada por damascos, olivas e tâmaras. Separada de meu corpo. Meus olhos foram arrancados. Em seusContinuar lendo “Quando perdi a cabeça?”

Brincadeira de criança

A vida fora da caixa. Esperei tanto por isso. E foi um dia intenso. Sou um presente para Alícia, a garotinha que brincou comigo desde o instante em que saí daquela embalagem florida. Ela se apresentou como “a mamãe”. Hora de descansar. Mamãe queria permanecer comigo, mas minha avó convenceu-a da importância de os filhosContinuar lendo “Brincadeira de criança”