O Modernismo na crítica de Alfredo Bosi

Ensaio publicado na Revista Fluxos, revista eletrônica, na seção Conversas insinuosas (edição do segundo trimestre de 2022). DAMASCENO, Elenilto Saldanha. O Modernismo na crítica de Alfredo Bosi. Revista Fluxos, Guarulhos, v. 3, n. 8, p. 72-75, jun. 2022. Disponível em: https://en.calameo.com/read/00635437892651c7ff013

Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (3)

A conclusão da série de textos sobre os traços estilísticos da linguagem na obra Reinações de Narizinho levará em consideração um último aspecto: a adequação aos gêneros textuais. Monteiro Lobato antecipa as atuais práticas de letramento, ensino e aprendizagem da língua materna ao representar o uso da linguagem escrita em variados gêneros textuais discursivos comContinuar lendo “Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (3)”

Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (2)

Reinações de Narizinho é uma obra recheada de criatividade e bom humor, os quais incentivam o gosto pela leitura no público infantil. A personagem Emília sintetiza bem essas duas características estilísticas na obra, além de representar o próprio processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem infantil. À medida que descobre as palavras, Emília inventa novosContinuar lendo “Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (2)”

Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (1)

Em artigo anterior, foi rememorada a importância do escritor José Bento Renato Monteiro Lobato, considerado precursor e um dos expoentes de nossa literatura infantil. Sua obra-prima, Sítio do Pica-pau Amarelo, encanta gerações de leitoras e leitores e marca o início de uma autêntica produção literária para o público infantojuvenil brasileiro. Independentemente das atuais revisões críticasContinuar lendo “Traços estilísticos da linguagem em “Reinações de Narizinho” (1)”

Bandeira e os sinos

A beleza na simplicidade é uma das principais características do lirismo do poeta pernambucano Manuel Bandeira. Ela pode ser observada, exemplarmente, no poema Os sinos, cujos versos despertam a rica potencialidade sugestiva oferecida por palavras comuns. A pesquisadora e professora Norma Seltzer Goldstein destaca, nesse poema, a utilização da figura de efeito sonoro denominada onomatopeiaContinuar lendo “Bandeira e os sinos”

Aproximações entre Augusto dos Anjos e Cruz e Sousa

No período de transição do século XIX para o século XX, a literatura brasileira sofreu influências dos movimentos de vanguarda da arte moderna europeia. No Brasil, uma classe média emergente assumia valores tipicamente burgueses, entre eles a valorização da intelectualidade. A maioria dos autores seguia essa tendência. Conforme o crítico literário José Guilherme Alves Merquior,Continuar lendo “Aproximações entre Augusto dos Anjos e Cruz e Sousa”

Tendências hegemônicas na constituição da poesia moderna

No início do século XX, mais especificamente entre 1900 e 1914, período antecedente à Primeira Guerra Mundial , desenvolviam-se importantes movimentos de vanguarda artística na Europa cujas estéticas, posteriormente, consolidariam as características da denominada Arte Moderna. Na Literatura, as tendências dominantes eram o Simbolismo, o Futurismo, o Expressionismo e o Cubismo. O Simbolismo surgiu naContinuar lendo “Tendências hegemônicas na constituição da poesia moderna”

Referências ao mundo como código geográfico: o código geográfico em “Dom Casmurro” (3)

Na conclusão desse estudo, o segundo elemento a ser analisado como código geográfico no romance Dom Casmurro é a representação de continentes, nações e cidades estrangeiras como elementos de sua estrutura literária. A Europa, centro de desenvolvimento político, econômico, social e cultural no final do século XIX, recebe o maior número de referências. O bajuladorContinuar lendo “Referências ao mundo como código geográfico: o código geográfico em “Dom Casmurro” (3)”

O discurso, a cidade, o Rio de Janeiro como código geográfico: o código geográfico em “Dom Casmurro” (2)

A cidade do Rio de Janeiro no século XIX, então capital brasileira, é o primeiro elemento a ser analisado como código geográfico no romance Dom Casmurro. O narrador-personagem protagonista, Bentinho, nasce em uma fazenda, em Itaguaí, aspecto representativo dos resquícios da origem rural da sociedade brasileira no século em que o Brasil iniciava, mais incisivamente,Continuar lendo “O discurso, a cidade, o Rio de Janeiro como código geográfico: o código geográfico em “Dom Casmurro” (2)”

O código geográfico em “Dom Casmurro” (1)

A caracterização do espaço é um dos aspectos do nível descritivo do plano diegético de uma narrativa literária. Roland Barthes, grande crítico literário, escritor, filósofo, semiólogo e sociólogo francês, classifica a caracterização do espaço como função descritiva de “informação”, a qual serve, conforme o crítico literário e professor Salvatore D’Onofrio, para “relacionar o enunciado comContinuar lendo “O código geográfico em “Dom Casmurro” (1)”