“Bora” pra Pasárgada

O pernambucano Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, um dos grandes poetas brasileiros, destacou-se pela sua imaginação criadora, caracterizada pelo crítico literário Domício Proença Filho como “capacidade de criar mundos imaginários e de acreditar na realidade dos mesmos”. Em um de seus principais poemas, Vou-me embora pra Pasárgada, Manuel Bandeira cria um reino imaginário aContinuar lendo ““Bora” pra Pasárgada”

O tamanho do poeta

A poesia de Manuel Bandeira, poeta modernista da primeira metade do século XX, tem a subjetividade como traço essencial. De acordo com o crítico literário Domício Proença Filho, é através da subjetividade que o escritor “traz à tona o seu mundo interior, com plena liberdade”. Assim, Bandeira fundamenta seu lirismo como expressão da subjetividade humanaContinuar lendo “O tamanho do poeta”

Aproximações entre Augusto dos Anjos e Cruz e Sousa

No período de transição do século XIX para o século XX, a literatura brasileira sofreu influências dos movimentos de vanguarda da arte moderna europeia. No Brasil, uma classe média emergente assumia valores tipicamente burgueses, entre eles a valorização da intelectualidade. A maioria dos autores seguia essa tendência. Conforme o crítico literário José Guilherme Alves Merquior,Continuar lendo “Aproximações entre Augusto dos Anjos e Cruz e Sousa”

Entre versos e guerras

Na passagem do século XIX ao XX, despontaram, na Europa, movimentos de vanguarda artística e diversificadas estéticas em reação e adaptação às transformações e rupturas de valores que organizavam a sociedade. Avanços científicos e tecnológicos prenunciavam um futuro de evolução e emancipação, mas vivia-se época de exploração humana e ampliação de desigualdades sociais, condições queContinuar lendo “Entre versos e guerras”

Tendências hegemônicas na constituição da poesia moderna

No início do século XX, mais especificamente entre 1900 e 1914, período antecedente à Primeira Grande Guerra Mundial , desenvolviam-se importantes movimentos de vanguarda artística na Europa cujas estéticas, posteriormente, consolidariam as características da denominada Arte Moderna. Na Literatura, as tendências dominantes eram o Simbolismo, o Futurismo, o Expressionismo e o Cubismo. O Simbolismo surgiuContinuar lendo “Tendências hegemônicas na constituição da poesia moderna”

Abril de livros e crianças

Nos dias 2 e 18 de abril, são celebrados o Dia Internacional e o Dia Nacional do Livro Infantil. A data nacional homenageia o escritor paulista José Bento Renato Monteiro Lobato, nascido em 18 de abril de 1882, há 140 anos. Monteiro Lobato é considerado precursor e um dos expoentes de nossa literatura infantil. SuaContinuar lendo “Abril de livros e crianças”

Referências ao mundo como código geográfico: o código geográfico em “Dom Casmurro” (3)

Na conclusão desse estudo, o segundo elemento a ser analisado como código geográfico no romance Dom Casmurro é a representação de continentes, nações e cidades estrangeiras como elementos de sua estrutura literária. A Europa, centro de desenvolvimento político, econômico, social e cultural no final do século XIX, recebe o maior número de referências. O bajuladorContinuar lendo “Referências ao mundo como código geográfico: o código geográfico em “Dom Casmurro” (3)”

O discurso, a cidade, o Rio de Janeiro como código geográfico: o código geográfico em “Dom Casmurro” (2)

A cidade do Rio de Janeiro no século XIX, então capital brasileira, é o primeiro elemento a ser analisado como código geográfico no romance Dom Casmurro. O narrador-personagem protagonista, Bentinho, nasce em uma fazenda, em Itaguaí, aspecto representativo dos resquícios da origem rural da sociedade brasileira no século em que o Brasil iniciava, mais incisivamente,Continuar lendo “O discurso, a cidade, o Rio de Janeiro como código geográfico: o código geográfico em “Dom Casmurro” (2)”