Ulisses O mito é o nada que é tudo. O mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo – O corpo morto de Deus, Vivo e desnudo. Este, que aqui aportou, Foi por não ser existindo. Sem existir nos bastou. Por não ter vindo foi vindo E nos criou. Assim aContinuar lendo “Análise formal do poema “Ulisses”, de Fernando Pessoa”
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Breve notícia biográfica sobre Fernando Pessoa
Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, no dia 13 de junho de 1888. Aos cinco anos, seu pai faleceu. A mãe casou novamente; em 1895, a família foi morar em Durban, na África do Sul. Na juventude, Fernando Pessoa cursou Administração na Cidade do Cabo. Não concluiu o curso, uma vez que, com aContinuar lendo “Breve notícia biográfica sobre Fernando Pessoa”
Leitura e ensino
No ensino tradicional, é comum o uso de livros didáticos com alguns textos cujos temas não despertam o interesse de estudantes, por se mostrarem dissociados de seus conhecimentos prévios de mundo e de seu contexto sociocultural. Ora, leitura não é recepção passiva de ideias. É um processo individual e espontâneo de constituição de sentidos. AContinuar lendo “Leitura e ensino”
Reflexões da ordem do discurso
O uso da linguagem, mais do que representação de ideias, é ação. Discurso é o uso da linguagem como instrumento de atuação social em situações específicas de comunicação e com determinadas intenções. Seu sentido também tem relação com os conhecimentos de mundo dos interlocutores, constituídos culturalmente, adquiridos por experiências pessoais e projetados nessa interação. OContinuar lendo “Reflexões da ordem do discurso”
Um nome para um homem só
Mais de vinte e uma horas na estrada, mas era necessário vir de ônibus. Menos mal que cheguei na hora prevista. Caraca, é muito frio aqui em Porto Alegre. Este jaquetão era o que eu precisava. Ei, deve ser ele. Pontual. Sim, é ele, deu os dois sinais de luz. Vou fazer o gesto combinado.Continuar lendo “Um nome para um homem só”
Frame
Nesta época do ano, quando lemos ou ouvimos a palavra “Natal”, memórias, emoções, símbolos e pensamentos múltiplos despertam em nossa mente, não é verdade? Vêm à tona conhecimentos prévios, que construímos durante a vida, relacionados a esse tema. Os modos como nossos conhecimentos prévios são ativados como suportes para a realização de inferências e aContinuar lendo “Frame”
Fala no lançamento de “Textos do Novo Testamento nas crônicas de Machado de Assis” na 35ª Feira do Livro de São Leopoldo
Boa tarde a todas, a todos e a todes! Agradeço muito pela presença! O meu livro, na realidade, é a transposição de uma pesquisa de dissertação de mestrado em Letras, na UFRGS. Eu recebi um convite de uma editora para publicar em um livro. Ele parte de dois elementos que eu achei importantes para desenvolverContinuar lendo “Fala no lançamento de “Textos do Novo Testamento nas crônicas de Machado de Assis” na 35ª Feira do Livro de São Leopoldo”
Narrativa do eu
Se aprecias Literatura, é provável que já tenhas acompanhado um narrador autodiegético, uma personagem que vivencia e narra sua história. A narrativa em primeira pessoa acarreta importantes consequências ao relato, decorrentes do conhecimento restrito do narrador sobre os eventos narrados. O narrador autodiegético apresenta visão parcial e limitada dos fatos, na qual preponderam suas impressõesContinuar lendo “Narrativa do eu”
Vivências literárias
Texto de participação no livro digital do projeto Vivências literárias: os traumas da formação da sociedade brasileira, organizado pela colega professora Maria Emília Lubian, em dezembro de 2021. Este livro digital é resultado de um projeto de trabalho desenvolvido pela professora Maria Emília Lubian e pela graduanda em Letras Anna Paula Petry Pereira com alunasContinuar lendo “Vivências literárias”
O narrador demiúrgico
De acordo com a Filosofia platônica, o termo “demiurgo” designa o criador dos seres humanos. Na mitologia grega, os deuses eram considerados os criadores dos seres humanos, cujos destinos conheciam, interferiam e determinavam. Esse poder de onisciência sobre todos os fatos, ações e pensamentos das personagens caracteriza o narrador heterodiegético demiúrgico, o qual apresenta umaContinuar lendo “O narrador demiúrgico”