Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (2)

A série prossegue com a análise da presença de outros recursos cômicos linguísticos em obras do dramaturgo português Gil Vicente: a ironia, a eloquência vazia e o jargão. Ironia Vladimir Propp, em sua obra “Comicidade e riso”, também aborda a ironia, a qual corresponde ao uso de palavras com um determinado sentido, mas de formaContinuar lendo “Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (2)”

Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (1)

Segundo Vladimir Propp, “a língua constitui um arsenal muito rico de instrumentos de comicidade e de zombaria”. A linguagem é uma propriedade particular dos seres humanos. Assim, conforme Henri Bérgson, não existe o cômico fora do que é propriamente humano. O riso é produto da consciência sobre o absurdo e a efemeridade da vida humana,Continuar lendo “Instrumentos linguísticos da comicidade na obra de Gil Vicente (1)”

Nossa literatura de cordel

Diferentemente dos cordéis portugueses, escritos e lidos por pessoas das camadas médias da população, o cordel nordestino surge, no final do século XIX, como manifestação cultural das classes sociais mais pobres, principais responsáveis por sua produção e disseminação no Brasil. Com suas peculiaridades de reprodução escrita e oral, a literatura de cordel torna-se emblemática naContinuar lendo “Nossa literatura de cordel”

Legados das cantigas trovadorescas portuguesas no cancioneiro popular brasileiro

A lírica trovadoresca surge entre os séculos XI e XIII, com o desenvolvimento de literaturas nacionais. A partir do século XII, tornam-se distintos dois modelos literários específicos na França, os quais se irradiam para outros lugares: no Norte, um modelo baseado em feitos épicos, lutas e códigos de valores da cavalaria, tipificado nas canções deContinuar lendo “Legados das cantigas trovadorescas portuguesas no cancioneiro popular brasileiro”

Língua e preconceito

A Linguística é a ciência que estuda a língua e seus usos. O conhecimento da língua não se restringe às regras padronizadas pela Gramática tradicional. Conforme Mário Perini, as convenções sociais exigem que escrevamos em um padrão de língua (o Português na norma culta socialmente privilegiada), embora falemos, informal e cotidianamente, fora desse padrão. AContinuar lendo “Língua e preconceito”

Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (5)

Reflexões finais Há cem anos, nascia o educador e filósofo Paulo Freire; e há vinte e cinco anos, era publicada “Pedagogia da autonomia”, uma de suas principais obras, a qual aponta a importância do construtivismo para recriação de práticas educacionais. Ao indicar a curiosidade e o sentimento humano de inconclusão como propulsores da busca porContinuar lendo “Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (5)”

Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (4)

Algumas ideias principais Paulo Freire apresenta relações de ensino-aprendizagem como processos dialógicos e construtivos. Não há docência sem discência, ou seja, professores aprendem enquanto ensinam, assim como alunos ensinam enquanto aprendem. O conhecimento torna-se construção mútua. Ensinar não é transferência de conhecimento, mas a criação de possibilidades para produção e construção de conhecimento. Ensinar aContinuar lendo “Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (4)”

Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (3)

Capítulo 3 – Ensinar é uma especificidade humana Ensinar requer segurança e firmeza de atuação e decisão, respeito à liberdade e humildade para discutir posições e aceitar se rever. Assim é a autoridade exercida com sabedoria. Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade. A incompetência desqualifica a autoridade de professores, mas a segurança e aContinuar lendo “Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (3)”

Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (2)

Capítulo 2 – Ensinar não é transferir conhecimento Professores devem estar abertos a indagações. Seus discursos sobre teorias devem ser exemplos concretos, práticos, sobre as teorias. Ao falarem da construção do conhecimento e ao criticarem paradigmas de ensino de extensão ou transferência de conhecimento, já devem estar envolvidos na construção e nela, a construção, devemContinuar lendo “Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (2)”

Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (1)

Capítulo 1 – Não há docência sem discência Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua produção ou construção. A pedagogia tradicional produz equívocos nas relações de ensino e aprendizagem ao considerar professores como sujeitos formadores e alunos como objetos por eles formados. Em reproduções permanentes, objetos formados tendem a se transformar emContinuar lendo “Sobre “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire (1)”